quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

COM A PRESENÇA DO MINISTRO DO TURISMO, GOVERNO INAUGURA SÍTIO HISTÓRICO DO QUIXADÁ.



 
Fotos: Juan Diaz
Texto: Adalberto Araújo

"O Acre nasceu muito mais importante para o mundo que para o Brasil" - Assim declarou Glória Perez, autora da minissérie global Amazônia - De Galvez a Chico Mendes, em uma definição clara, do que é viver neste pedaço de terra, um dia habitado por Galvez. Ou pelo menos, era. A inauguração do Sítio Histórico do Quixadá, traz a tona uma nova forma de turismo na Amazônia, segundo as palavras do Secretário Leonildo Rosas o "Turismo Comunitário", já que o Sítio Histórico será administrado pelos próprios moradores que descendem dos primeiros habitantes do lugar e ganhou o nome em homenagem a cidade Cearense de Quixadá, de onde eles vieram. 
A inauguração contou com a participação de diversas autoridades entres eles: O Ministro de Turismo Gastão Vieira, O Governador Tião Viana, Senador e Vice-presidente do Senado Jorge Viana, Senador Aníbal Diniz, o prefeito Marcus Alexandre, Perpétua Almeida, além de outros parlamentares e empresários do setor do turismo.Gastão, que está no fim do seu mandato, ressaltou a importância da integração do turismo da região amazônica com os países vizinhos, segundo ele esta demanda vem aumentando com a proximidade dos eventos esportivos no Brasil, como Copa do Mundo FIFA e as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Tião Viana ainda ressaltou a importância de manter viva a história do Acre com atitudes de revitalizações como esta do Sítio histórico. O ponto fraco do local recém inaugurado é, portanto, a falta de uma escadaria e um cais na beira do Rio Acre para o atracamento de embarcações que poderiam ainda trazer turistas, o que também era o principal meio de transporte na época da exploração da borracha. O maior desafio para o governo atual e os próximos, será saber manter o local conservado para que as futuras gerações possam recordar com orgulho um pouco da história do Acre. Ainda parafraseando Gloria Perez: "Uma coisa é certa: Todas as ameaças que se escondem na floresta se escondem também nas grandes cidades e a única maneira de vencê-las é enfrentá-las" Confira as fotos da inauguração:










































































































quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

EMPRESA BRASILEIRA FAZ PRIMEIRA IMPORTAÇAO DA CHINA, VIA PERU, AO ACRE.


Via EME Amazônia 

 A empresa Engeplan Importação e Exportação Ltda, estabelecida em Rio Branco, Acre, Brasil, concretiza nessa semana a primeira importação de produtos chineses ao Brasil, diretamente do porto Da Chan Bay, China, ao porto de Calao, Lima, Peru, e, em trânsito utilizando transporte multimodal pela Carretera Interoceânica, à Rio Branco, Acre. Os produtos transportados pela via marítima à Lima compõem ao todo 6 conteiners de 40”, suprimentos para a montagem de bicicletas elétricas da marca Nature Bike, cuja fábrica está estabelecida na capital do Acre. Foram 40 dias de transporte marítimo à Lima e serão mais 1990 km de transporte terrestre até Rio Branco, logísticas operadas pelas empresas peruanas Sea Land e Terracargo SAC, respectivamente. Para o representante da empresa Engeplan que se encontra em Lima para acompanhar todos os trâmites, advogado brasileiro Cassiano Marques de Oliveira, essa operação é inédita e histórica. “Há muitos anos que nossos países investem na promoção dessa rota, inclusive com a construção da Carretera Interoceânica. Para nossa empresa Engeplan é um orgulho e alegria concretizar essa inédita operação comercial, que diminui custos de logística e de tempo de trânsito das mercadorias. Ressaltamos a confiança nos parceiros privados e o apoio público que sempre tivemos do governo do Peru, por meio do seu consulado em Rio Branco, e dos governos do Brasil e Acre, respectivamente através do Ministério das Relações Exteriores, da Embaixada do Brasil em Lima e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis”, destacou o empresário que atua como consultor pela empresa EME Amazônia. Para o sócio da Engeplan, empresário Márcio Rebouças que se encontra no Brasil acompanhando os trâmites de recepção da carga, essa operação é fruto de muitos anos de dedicação ao comércio exterior. “Fomos pioneiros no comércio com o Peru, utilizando a Carreterra Interoceânica, agora somos pioneiros na importação da China, utilizando transporte multimodal. Anteriormente importamos suprimentos para a nossa fábrica via Manaus, mas avaliamos ser mais competitivo esse novo caminho. Essa operação abre oportunidades para outras empresas brasileiras, em especial da região amazônica, para diminuírem seus custos e tornarem-se mais competitivas”, afirmou.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

FRONTEIRA COM O PERU EM ASSIS BRASIL (AC) PODE SER FECHADA TEMPORARIAMENTE, PARA IMPEDIR A ENTRADA DE IMIGRANTES HAITIANOS




Por : Patrícia de Brito ( Folha de São Paulo)

Foto de Ângela Peres 

O governo do Acre irá propor ao Ministério da Justiça o fechamento temporário da fronteira com o Peru, na cidade de Assis Brasil (AC), para impedir a entrada de imigrantes haitianos pelo Estado.

O fluxo de imigrantes oriundos do Haiti, passando por Equador e Peru, se intensificou desde a semana passada, e o governo do Acre teme conflitos devido à superlotação no abrigo público da cidade de Brasileia (AC), a 80 km da fronteira.

O abrigo tem capacidade para receber até 300 pessoas por vez, mas atualmente há 1.200 alojados. Desde a última quinta-feira (9), chegam em média 70 novos imigrantes por dia ao abrigo, segundo dados do governo estadual.

"Temo a eventualidade de uma tragédia. Não tem espaço para todos dormirem, não tem água suficiente, tem problemas no centro de saúde, problemas de alimentação. Não temos insumos suficientes. É quase humanamente impossível. Da forma que está é insustentável", disse à Folhao secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão.

Em outras épocas do ano, os imigrantes se alojam no abrigo público de Brasileia por um período médio de até 15 dias, enquanto esperam ofertas de trabalho em outros Estados, feitas por empresas que procuram o governo do Acre com esse objetivo.

O secretário afirma que o aumento de alojados no abrigo é comum nesta época do ano, porque as empresas que procuram os trabalhadores imigrantes costumam suspender contratações em dezembro e janeiro.

Além disso, afirma Mourão, a chegada de haitianos está sendo intensificada por boatos difundidos por "coiotes", atravessadores que lucram com o transporte de pessoas. "Eles espalham que o Brasil vai fechar a fronteira, e que por isso [os imigrantes] precisam ir com urgência", diz o secretário.

O pedido para fechar a fronteira temporariamente será formalizado pelo governador Tião Viana (PT) ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em audiência que já foi solicitada, mas ainda não tem data para ocorrer.

A medida foi criticada pela Conectas Direitos Humanos. "Isso é um absurdo e completamente contraditório com a acolhida humanitária que o governo tem anunciado promover aos haitianos", disse Camila Asano, coordenadora de Política Externa da entidade.

"O Brasil, que sistematicamente critica as políticas migratórias restritivas dos países europeus, não deveria usar das mesmas estratégias que violam gravemente os direitos humanos", completou.

O governo do Acre afirma que enviou reforço às equipes que trabalham no abrigo, para evitar conflitos e atender à alta demanda.

O fechamento da fronteira para os haitianos tem precedentes, segundo Mourão. Em janeiro de 2012, o Ministério da Justiça decidiu limitar a entrada desses imigrantes por um período de 60 dias, por iniciativa do próprio governo federal. Na época, a entrada de haitianos ficou limitada a até cem imigrantes por mês, e apenas para aqueles que tivessem visto de trabalho concedido ainda em território haitiano.

A reportagem procurou o Ministério da Justiça, mas não havia obtido resposta até a publicação desta reportagem.